Filme adapta com classe a força da linguagem no romance de Lispector
Não é preciso desenvolver muito para dizer que a escrita de Clarice Lispector é uma das mais marcantes da literatura brasileira. A obra da escritora pernambucana é uma das mais densas da produção nacional contemporânea, tão subjetiva que esbarra, às vezes, no incompreendido. A torrente de pensamentos que Clarice escreve – principalmente em A Paixão Segundo G.H. – torna a adaptação um desafio, embora o longa-metragem homônimo mostre que não é impossível.